Redução das Desigualdades

O abismo das desigualdades nunca esteve tão evidente. O contexto da pandemia trouxe uma dura realidade diante de nossos olhos: como a nossa fragilidade econômica nos coloca tão próximos de uma situação de miséria social. Pessoas em situação de pobreza vive com menos de, aproximadamente, R$10 por dia, ou seja, uma renda de R$300 por mês. 

Os dados mais recentes revelam que são 25 mil pessoas em situação de rua só aqui em São Paulo. Já as organizações e ativistas especialistas nesse tema falam que esse número está subestimado e pode chegar a 35 mil pessoas em situação de rua e vulnerabilidade. São, atualmente, pelo menos 750 crianças entre 0 e 6 anos que estão diariamente dormindo no relento na cidade mais rica do nosso país.          . 

A taxa real de desemprego atual pode chegar a 20%. A enorme quantidade de pequenas empresas falindo também leva muitas pessoas a recorrer a trabalhos informais. Diante de um cenário de escassez, a informalidade se torna a única possibilidade viável para um enorme contingente de pessoas.

O desemprego também se conecta com a juventude, pessoas entre 18 e 24 anos. A taxa de desemprego desse grupo específico está em cerca de 27%. O sonho      do primeiro emprego, que já era um desafio enorme, agora está cada dia mais distante. Os jovens sofrem com o abismo entre o fim do ensino médio e o mercado de trabalho. 

Outro fator muito relevante e que os dados demonstram de forma indiscutível: a maioria esmagadora das pessoas em situação de miséria são pessoas negras. Para além do raso conceito meritocrático, o racismo estrutural se mostra muito claro a cada dia que passa, o que também se reflete nos dados de Pessoas em Situação de Rua, onde a prevalência de negros é quase o dobro da prevalência normal dentre a população da cidade (censo PMSP 2019).

As mulheres também são parcela significativa da população em situação de vulnerabilidade. As denúncias de violência contra a mulher aumentaram em 40% durante a pandemia. Ou seja, ficou evidente também a epidemia da violência doméstica, na qual as mulheres sofrem por não estarem seguras em suas próprias casas. 

O que precisamos agora é garantir que as pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente negros e mulheres, tenham acesso aos direitos essenciais, com suas  necessidades básicas atendidas e assim, mais oportunidades de desenvolvimento.

Bons Exemplos

_Agenda 2030 ONU; Objetivo de Desenvolvimento Sustentável; Objetivo 1: Erradicação da pobreza;

_SPInvisível: movimento de humanização dos olhares da sociedade através de histórias dos invisíveis de São Paulo;

_Anjos da Cidade é uma associação sem fins lucrativos que tem como real objetivo a reinserção da pessoa em situação de rua. 

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Produzido por Marina Bragante

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